quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Ai, lá vou eu estrear aqui... tô nervosa... não sei como começar a escrever, mas vou teclando e alguma coisa terá que sair no final!...

Vou escrever sobre meu dia-a-dia, o quotidiano que envolve milhares de pessoas anônimas em meu caminho. É engraçado como a gente vê as pessoas, os espaços nos segundos relampejantes da vida, né? Agora, visualizo uma cena de hoje, durante a minha volta da faculdade pra casa (estudo Filosofia), quando parei numa sinaleira e , como sempre aproximaram-se vendedores ambulasntes tentando tirar o sustento... um homem se aproximou pra limpar o vidro de meu carro, e eu, como todo mundo que pára em sinaleiras, logo fechei o vidro... ele se aproximou, eu abri um pouco o vidro, pois observara que estavam sentadas na calçada próxima ao semáforo uma mulher e uma cria (de aproximadamente uns 8 anos)... eu fui logo pegando uma grana para ele (como sempre faço) e dei pra ele, através do pequeno espaço do vidro aberto. Deparei-me com o olhar dele, aparentemente grato por receber o dinheiro, mas seus olhos reportavam um sofrimento tão grande, tão tão, que parece que um alfinete perfurou o meu coração... imediatamente meus olhos lacrimejaram (novidade! sou uma maria mole, choro por qualquer coisinha).

Essa não é uma cena rara aqui, pelo contrário, mas pra mim toda vez é uma coisa diferente, e eu fico meio perdidona, sem entender aquela velha coisa que é "por que todo mundo não tem seu espaço?"... Ah, a vida é tão contraditória, né? Nos deixa sempre indefesos, sempre tristes... eu fico pensando sempre naquela família ali, naquele semáforo, lutando por migalhas adiante trocadas por um pão...

Tenho muitos casos assim pra contar... que nem o cara que sobre, todos os dias

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